Unebianos, a partir do dia 17 até o dia 20 de Julho/2012 no auditório da UNEB CAMPUS XIII ocorrerá

A festa de Senhor dos Passos: devoção e identidade em Lençóis (1950-2000).
As moléstias da República: representações da febre amarela na gazeta médica da Bahia (1896-1906)
Caminhos de Oração, Devoção e Ação Social: O Apostolado da Oração na segunda metade do século XX em Iaçu.
O presente trabalho tem como objetivo principal entender os enlaces entre a História e a Literatura, abordando as relações raciais na obra de Joaquim Manoel de Macedo Vítimas Algozes: quadros da escravidão. A obra trata de questões acerca da escravidão em seus diversos aspectos nos fins do século XIX. Nesta perspectiva iremos discorrer sobre os caminhos relacionais entre a Literatura e a História percebendo os diversos “contatos” dos historiadores no sentido de estreitar estes laços. Alguns autores defendem a idéia que não se deve descartar a Literatura como documento histórico; tanto na construção historiográfica como literária, pois estes são materializações culturais. Este estudo será baseado no cruzamento das informações contidas no livro citado acima, enquanto fonte primária, com a bibliografia levantada, não deixando de contextualizar o período em que fora escrito, que compreende ao mesmo espaço de tempo contemporâneo ao autor, no ano de 1869, dezenove anos antes da abolição da escravidão. Dentre os principais teóricos utilizados destacam-se Sidney Chalhoub, Peter Burke, Michel de Certeau e a Sandra Jatahy Pesavento.
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO
CAMPUS XIII – ITABERABA
Prof. Ms.Ariosvaldo Novais Santiago
Diretor do Departamento
Profª. Ms. Silene Arcanja Franco
Coordenadora do Colegiado do Curso de História
Prof. Ms. Luiz Alberto da Silva Lima
Coordenador da Area de Pesquisa
Profa. Fernanda Souza Lima
Secretária do Colegiado
Professores do Colegiado de História
Prof. Dr. Josivaldo Pires de Oliveira
Profa. Ms.Izabel de Fátima Cruz Melo
Prof. Ms Rodrigo Lopes
Profa. Ms. Cristiane Batista
Profa. Esp. Gilmara F. de O. Pinheiro
Prof. Ms.Hamilton Rodrigues
Prof. Ms.Marlon Marcus Vieira Passos
Profa. Ms.Lígia Conceição Santana
Prof. Ms.Mara Rabelo
Profª. Ms. Adriana Albert Dias
Profª. Ms. Tatiane Chates
Profª. Ms. Regiane Lopes
Profª. Ms. Ana Elizabeth Gomes
Profª. Ms. Marinélia Silva
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Seminário de
Defesas de TCC
História - 2012.1

17 a 20 de julho de 2012
Auditório da UNEB
Itaberaba-Ba.
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Perguntas de um operário que lê
Bertold Brecht
Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilònia, tantas vezes destruida,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Sò tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilònia, tantas vezes destruida,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Sò tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou as Indias
Sòzinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?
Sòzinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?
Em cada página uma vitòria.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?
Tantas histórias
Quantas perguntas
Quantas perguntas
Palavras da Coordenadora
O colegiado de História saúda a todos os docentes e discentes pela realização do Seminário de TCC - Trabalho de Conclusão de Curso, do semestre 2012.1. Este é um momento de celebração, pois, a cada banca formada, a cada trabalho apresentado se materializa o resultado da relação Ensino x Pesquisa x Extensão, tão cara para nossa Universidade. Este seminário é o resultado de um processo de amadurecimento do curso de Licenciatura em História, do Departamento de Educação, Campus XIII, na busca pela qualidade de Ensino. Os trabalhos ora apresentado revela o compromisso de nossos discentes e seu compromisso na construção de um conhecimento histórico comprometido.
Programação
Dia 17 de julho – terça-feira
13:30 - Conferência de Abertura
Tema: A pesquisa história e a construção das fontes.
Conferencista: Profª. Dra. Maria Aparecida Prazeres Sanches.
Apresentação de trabalhos de conclusão de curso - TCC
15:30
Titulo: As festividades na cidade de Itaberaba entre as décadas de 1950 a 1960
Autora: Adriana Araújo Lima de Almeida
Banca Examinadora: Profª Ms Regiane Luzia Lopes (Orientadora), Profª Ms. Marinélia Silva e Profª. Ms. Lígia Conceição Santana.
17:00
Título: A identidade sertaneja na voz de Luiz Gonzaga: uma breve história sobre o sertão nordestino.
Autora: Rosana Alexandre Santos
Banca Examinadora: Prof. Ms. Marlon Marcos Vieira Passos (Orientador), Profª. Ms. Izabel de Fátima Cruz Melo e Prof. Ms. Carlos Barros.
Dia 18 de julho – quarta-feira
13:30
Título: A FESTA NA MEMÓRIA E A MEMÓRIA DA FESTA: O Cordão das Miscelâneas (Ruy Barbosa – 1940 a 1990).
Autora: Leonara Xavier Tanajura
Banca examinadora: Profª. Ms. Lígia Conceição Santana (orientadora), Profª. Ms. Fabiane da Silva Andrade e Prof. Ms.Hamilton Rodrigues da Silva.
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Parabéns !
Entre evas e marias: o desafio de ser mulher, mãe, trabalhadora e feminina em Itaberaba na década de 1970.
Autora: Adriana Cruz Suzart Oliveira
Orientadora: Prof. Ms. Luiz Alberto da Silva Lima
Este trabalho tem por objetivo analisar algumas considerações acerca do comportamento das mulheres itaberabenses durante a década 1970. Dentro de uma perspectiva histórica, o foco principal proposto nesta pesquisa será a análise o desafio de ser mulher, mãe, trabalhadora e feminina na sociedade local. As fontes utilizadas foram entrevistas orais, arquivos pessoais e institucionais de fotografia e dados do Censo do IBGE de 1970. A partir dos depoimentos foi possível analisar o cotidiano, as experiência social e a identidade, das entrevistas, refletindo sobre as mulheres como objeto e sujeito da história social baiana e quais os desafios encontrados nessa trajetória no município de Itaberaba. O resultado do trabalho indicou que para as depoentes a viver dignamente e ser respeitada, era o maior de todos os desafios.
Palavras-chave: mulher, Itaberaba, comportamento e experiência social.
15:00
Título: “PELOS BONS SERVIÇOS QUE ME TEM PRESTADO”: Uma leitura das alforrias em Vila do Orobó (Bahia - 1850-1888).
Autora: Cleia Dias Guerreiro
Banca examinadora: Profa: Ms. Lígia Conceição Santana (orientadora), Profª. Kátia Lorena Novais Almeida e Prof. Ms. Hamilton Rodrigues da Silva.
15:00 (sala 03)
Título:A festa de Santo Antonio do Argoim: para além do altar o mito, a cultura e a tradição.
Autora: Girley Oliveira dos Santos
Banca Examinadora: Profª. Ms. Izabel de Fátima Cruz Melo (orientadora), Prof. Ms. Marlon Marcus Vieira Bastos e Profª. Ms. Fabiane da Silva Andrade.
16:30
Título: Da fonte à talha: a dinâmica da modernidade e os trabalhadores de ganho de Itaberaba – 1930 a 1960.
Autora: Iêda Mascarenhas Silva de Carvalho
Banca Examinadora: Prof. Ms. Hamilton Rodrigues dos Santos (Orientador), Profª. Drª. Elisangela Oliveira Ferreira e Profª. Ms. Lígia Conceição Santana.
19:00
Autora: Adriana Cruz Suzart Oliveira
Título: Entre evas e marias: o desafio de ser mulher, mãe, trabalhadora e feminina em Itaberaba na década de 1970.
Banca Examinadora: Prof. Ms. Luiz Alberto da Silva Lima (Orientador), Prof. Ms. Kléber José Fonseca Simões e Profª. Drª. Elisangela Oliveira Ferreira.
20:30
Título: Relações entre História e Literatura: O negro representado na literatura de Joaquim Manoel de Macedo - As vítimas – Algozes (1869-1887)
Autora: Tais Costa Borges
Banca Examinadora: Profª. Ms. Izabel de Fátima Cruz Melo (Orientadora), Prof. Ms. Marlon Marcus Vieira Bastos e Profª. Ms. Fabiane da Silva Andrade.
Dia 19 de julho – quinta-feira
13:30
Título: As moléstias da República: representações da febre amarela na gazeta médica da Bahia (1896-1906)
Título: As moléstias da República: representações da febre amarela na gazeta médica da Bahia (1896-1906)
Autora: Maria Suely Conceição da Silva Invenção
Banca Examinadora: Prof. Dr. Josivaldo Pires de Oliveira (Orientador), Profª. Ms. Cristiane Batista S. Santos e Prof. Ms. Sidney de Araújo Oliveira
15:00
Título: Pelas linhas do trem e pelos olhos da fé: a festa de Santa Luzia de Nazaré das Farinhas à Iaçu nas décadas de 1960 a 1980.
Autora: Gabrielle Amorim Souza
Banca Examinadora: Profª. Ms. Cristiane Batista S. Santos (Orientadora), Prof. Ms. Rodrigo Lopes e Prof. Ms. Marcio Augusto Dórea .
15:00 (sala 03)
Título: O caso de José Martins: feitiçaria e inquisição portuguesa na Bahia colonial. (Jacobina 1745-1756).
Autora: Priscila Natividade de Jesus
Banca Examinadora: Profª. Ms. Adriana Albert Dias (Orientadora), Prof. Ms. Hamilton Rodrigues dos Santos e Profª. Drª. Elisangela Oliveira Ferreira.
16:30
Título:Lourença Correa da Lapa: uma bígama na América Portuguesa setencentista.
Autor: Hélio Cordeiro Silva
Banca Examinadora: Prof. Ms. Hamilton Rodrigues dos Santos (Orientador), Profª. Drª. Elisangela Oliveira Ferreira e Profª. Ms. Cristiane Batista S. Santos.
19:00
Título: A festa de Senhor dos Passos: devoção e identidade em Lençóis (1950-2000).
Autor: Julio Cesar Moreira dos Santos
Banca Examinadora: Profª. Ms. Maria das Graças Rabelo (Orientadora), Prof. Ms. Hamilton Rodrigues dos Santos e Profª. Ms. Izabel de Fátima Cruz Melo.
DA FONTE À TALHA: a dinâmica da modernidade e os trabalhadores de ganho de Itaberaba - 1930 a 1960.
Autora: Iêda Mascarenhas Silva de Carvalho
Orientador:Prof. Ms. Hamilton Rodrigues dos Santos
Esta pesquisa monográfica analisa alguns fatos ocorridos na construção da urbe de Itaberaba na primeira metade do século XX. Neste estudo, a pesquisa tenta reviver as décadas de 1930 a 1960 quando a Prefeitura Municipal de Itaberaba foi desapropriando fazendas e casas particulares para o embelezamento e o espaçamento das ruas e logradouros bem como a inserção de inovações tecnológicas que foram surgindo na urbe. Atrelada a essas mudanças, discutirá também sobre a seca, quando esta era predominante e a tecitura das relações de sociabilidades que foram construídas acerca dessa condição. Aqui aparecem os trabalhadores de ganho e a sociedade itaberabense, suas práticas cotidianas envolvendo a população e os poderes públicos. Como metodologia deu-se primazia às fontes documentais; leitura, transcrição e análise de correspondências, telegramas, inquéritos, reportagens de jornais, a releitura de fontes iconográficas e a percepção da memória dos velhos através das longas entrevistas, todas essas de grande importância para a produção e reflexão de “pedaços” da história social de Itaberaba.
Palavras-Chave: Cidade. Cotidiano. Água. Seca. Trabalhadores de ganho
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Autor: Julio Cesar Moreira dos Santos
Orientadora: Profª. Ms. Maria das Graças Rabelo
O presente trabalho mostra como a devoção ao Senhor dos Passos e a
sua Festa, realizada entre os dias 23 de janeiro à 02 de fevereiro
desde de 1852, na cidade de Lençóis, se constituem em marcas da
identidade da população.. A origem e a formação da cidade localizada
na Chapada Diamantina em torno da atividade do garimpo geraram suas
principais manifestações culturais e religiosas, entre elas, a devoção
ao Senhor Bom Jesus dos Passos. Assim, ao santo protetor, os
garimpeiros pediam proteção para o trabalho árduo principalmente nos
momentos difíceis em que ocorriam as crises econômicas pelas quais
passavam o garimpo. Todos os anos, os garimpeiros e a população se
dedicam a fazer a mais bela festa da cidade e da região, para
retribuir as graças alcançadas ao santo protetor, Durante os dias da
festa, os garimpeiros representados pela Sociedade União dos Mineiros
– SUM dão demonstração da sua participação na construção daquela
sociedade, sendo o segmento de maior visibilidade em todos os momentos
dos festejos, a exemplo do hino cantado na procissão cujo teor da
letra se refere ao trabalho e à vida do garimpeiro. O dia da novena
dedicado a eles é o de maior participação da população, tendo o maior
foguetório e ruas mais enfeitadas. No dia da procissão, vão à frente,
com as autoridades, no cortejo. Durante os festejos ao santo
padroeiro, a população se une em torno da devoção e se sente parte da
história de Lençóis. A festa, em homenagem ao Senhor Bom Jesus dos
Passos é um momento em que se constrói e reconstrói a formação da
identidade da população.
sua Festa, realizada entre os dias 23 de janeiro à 02 de fevereiro
desde de 1852, na cidade de Lençóis, se constituem em marcas da
identidade da população.. A origem e a formação da cidade localizada
na Chapada Diamantina em torno da atividade do garimpo geraram suas
principais manifestações culturais e religiosas, entre elas, a devoção
ao Senhor Bom Jesus dos Passos. Assim, ao santo protetor, os
garimpeiros pediam proteção para o trabalho árduo principalmente nos
momentos difíceis em que ocorriam as crises econômicas pelas quais
passavam o garimpo. Todos os anos, os garimpeiros e a população se
dedicam a fazer a mais bela festa da cidade e da região, para
retribuir as graças alcançadas ao santo protetor, Durante os dias da
festa, os garimpeiros representados pela Sociedade União dos Mineiros
– SUM dão demonstração da sua participação na construção daquela
sociedade, sendo o segmento de maior visibilidade em todos os momentos
dos festejos, a exemplo do hino cantado na procissão cujo teor da
letra se refere ao trabalho e à vida do garimpeiro. O dia da novena
dedicado a eles é o de maior participação da população, tendo o maior
foguetório e ruas mais enfeitadas. No dia da procissão, vão à frente,
com as autoridades, no cortejo. Durante os festejos ao santo
padroeiro, a população se une em torno da devoção e se sente parte da
história de Lençóis. A festa, em homenagem ao Senhor Bom Jesus dos
Passos é um momento em que se constrói e reconstrói a formação da
identidade da população.
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Palavras-chave: Lençóis. Identidade Cultural. Festa do Senhor Bom
Jesus dos Passos.
Palavras-chave: Lençóis. Identidade Cultural. Festa do Senhor Bom
Jesus dos Passos.
20:30
Autora: Lilian Oliveira dos Santos
Título: Religiosidade e Inquisição portuguesa: as práticas mágico-religiosas das mandigueiras no sertão baiano (1745-1756).
Banca Examinadora: Profª. Ms. Adriana Albert Dias (Orientadora), Prof. Ms. Hamilton Rodrigues dos Santos e Profª. Drª. Elisangela Oliveira Ferreira.
Dia 20 de julho – sexta-feira
13:30
Autor: Silvio Santos Cerqueira da Cruz
Título: Trabalho e Cotidiano: experiências Camponesas no município de Itaberaba-Bahia (1993-2004).
Banca Examinadora: Prof. Ms. Hamilton Rodrigues dos Santos (Orientador), Prof. Dr. Eurelino Teixeira Coelho Neto e Prof. Ms. Ednaldo Antonio Oliveira Souza.
15:00
Título: Nome: Caminhos de Oração, Devoção e Ação Social: O Apostolado da Oração na segunda metade do século XX em Iaçu.
Título: Nome: Caminhos de Oração, Devoção e Ação Social: O Apostolado da Oração na segunda metade do século XX em Iaçu.
Autora: Edimara Cerqueira Santos
Banca Examinadora: Profª Ms Regiane Luzia Lopes (Orientadora), Prof. Ms. Rodrigo Lopes e Prof. Ms. Grimaldo Zachariadhes.
16: 30
Título: Os caminhos da Umbanda em Mundo Novo-Ba/1980 a 2011: cotidiano, afirmação e resistência.
Autora: Tatiane Santana Mendes
Banca Examinadora: Prof. Ms. Hamilton Rodrigues dos Santos (Orientador), Profª Ms. Sile Arcanja Franco e Prof. Ms. Lúcio André A. de Conceição.
18: 30 - Encerramento com atividades Culturais
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resumos
TCC
A identidade sertaneja na voz de Luiz Gonzaga: uma breve história sobre o sertão nordestino.
Autora: Rosana Alexandre Santos
Orientador: Prof. Ms. Marlon Marcos Vieira Passos
O presente trabalho faz uma análise acerca do sertão cantado por Luiz Gonzaga em suas músicas no período compreendido entre 45 a 60, como forma de pensar sobre as características da população de maneira que reflita sobre esta identidade sertaneja difundida pelo músico, juntamente com o diálogo entre as ideias já existentes sobre a região, bem como se essas músicas sendo responsáveis por “cantar um novo sertão” ou somente reafirmar uma ideia já existente. Analisando a conjuntura social e histórica da região Nordeste, trazemos, ainda, uma reflexão acerca de como a localidade foi pensada e “inventada” ao longo do tempo e de que maneira as canções de Gonzaga poderão ser enquadradas dentro desta “dizibilidade” e “visibilidade” da região contribuindo (ou não) para novas reflexões sobre o lugar.
Palavras - chave: Nordeste – Sertão- Luiz Gonzaga – Identidade
Pelas linhas do trem e pelos olhos da fé: a festa de Santa Luzia de Nazaré das Farinhas à Iaçu nas décadas de 1960 a 1980.
Autora: Gabrielle Amorim Souza
Orientadora: Profª. Ms. Cristiane Batista S. Santos
O objetivo deste trabalho é discutir a importância dos festejos de Santa Luzia, padroeira dos ferroviários de Iaçu, para isso iremos analisar a relevância da ferrovia para o desenvolvimento econômico, tradicional e populacional da cidade de Iaçu-Ba dentre as décadas de 1960 a 1980. Como fontes utilizamos fotografias e algumas poucas fontes escritas, junto a estas serão discutidos alguns teóricos que trabalham com conceitos da história oral, festa e memória, numa perspectiva que considera que a memória individual é influenciada pela memória coletiva. Através de entrevistas será analisado o cotidiano ao redor da estação ferroviária, assim como a influência e privilégio de seus trabalhadores. Os ferroviários vinham de várias cidades, porém em meados dos anos de 1960 chegaram muitos ferroviários de Nazaré das Farinhas, esse grupo foi o responsável pela recriação da festa de Santa Luzia no município de Iaçu, esses festejos aconteciam anualmente, do dia 1º ao dia 13 de dezembro graças ao empenho desses trabalhadores, que organizavam e patrocinavam a festa, numa forma de demonstrar devoção e fé, assim como também estabelecer um momento de sociabilidade e alegria na pequena cidade. A festa religiosa se torna uma tradição importante, conceito fluido e também discutido, ganhando mais destaque do que a própria comemoração do padroeiro da cidade, Sagrado Coração de Jesus, certamente devido à participação dos ferroviários, beleza e animação.
Palavras chave: Ferrovia, Santa Luzia, festa, memória e tradição.
As moléstias da República: representações da febre amarela na gazeta médica da Bahia (1896-1906)
Autora: Maria Suely Conceição da Silva Invenção
Orientador: Prof. Dr. Josivaldo Pires de Oliveira
No Brasil da Primeira República, houve várias epidemias, dentre elas Cólera, Peste, Varíola e Febre Amarela. Nesta época o país passava por dificuldades em relação a higiene pública devida a falta de saneamento e o grande número de pessoas que entravam no país. Neste momento, as autoridades governamentais estavam preocupadas com a formação do Estado Nacional e com os prejuízos econômicos causados por este flagelo e assim propôs uma reforma urbana, a fim de embelezar as cidades e impedir que as doenças disseminassem no país. Desta forma, a presente monografia tem como objetivo analisar a visibilidade de uma destas moléstias (Febre Amarela) na Gazeta Médica de Bahia, periódico oficial da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e um dos mais importantes veículos de divulgação da pesquisa médica do período.
Palavras chave: Epidemia, Saúde Pública, Febre Amarela, Bahia
Caminhos de Oração, Devoção e Ação Social: O Apostolado da Oração na segunda metade do século XX em Iaçu.
Autora: Edimara Cerqueira Santos
Orientadora: Profª Ms Regiane Luzia Lopes
O presente trabalho propõe um estudo acerca do Apostolado da Oração, no município de Iaçu, Bahia, na segunda metade do século XX. A fundação da associação, no ano de 1947, representou para a instituição católica da região um instrumento de fortalecimento dos dogmas católicos em um período de dificuldades da diocese de Amargosa em relação à presença efetiva de padres nas paróquias. Além disso, a associação passou por um processo de transformações durante os anos de 1960 a 1990, o que acabou refletindo na atuação social dos seus membros. Sendo assim, nosso principal objetivo é perceber de que forma o Apostolado da Oração serviu aos objetivos da Igreja Católica, através do seu programa de vida espiritual, ao mesmo tempo em que buscamos problematizar a atuação dos associados durante o período de reformulações das práticas sociais e religiosas do Catolicismo.
Palavras-chave: Igreja Católica; Apostolado da Oração; Oração; Práticas Devocionais; Século XX.
Relações entre História e Literatura: O negro representado na literatura de Joaquim Manoel de Macedo - As vítimas – Algozes (1869-1887)
Autora: Tais Costa Borges
Orientadora: Profª. Ms. Izabel de Fátima Cruz Melo
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A festa de Santo Antonio do Argoim: para além do altar o mito, a cultura e a tradição.
Autora: Girley Oliveira dos Santos
Orientadora: Profª. Ms. Izabel de Fátima Cruz Melo
O presente trabalho pretende fazer um estudo histórico sobre como se originou a devoção a Santo Antonio no povoado do Argoim, procurando assim, destacar o mito e a devoção que a comunidade criou em torno do santo, devido a existência de uma minação (Olho D’Água), a qual os habitantes atribuem a um milagre de Santo Antonio, bem como analisar a identidade coletiva local, através das manifestações religiosas e culturais que se propagaram ao longo dos anos. Neste sentido, a devoção a Santo Antonio do Argoim torna-se um elemento de muita importância para a história local, visto que o vilarejo se formou a partir da construção de uma capela que fora erguida durante o período colonial para entronizar ao referido santo, surgindo em seu entorno as primeiras casas que deram origem àquela povoação. Exercendo forte influência em diversos aspectos que foram difundidos através do culto, fé, adoração e festividades. De forma que esta pesquisa se encontra centralizada nas décadas de 1970 e 1980 do século XX, na qual dissertou-se sobre às trezenas realizadas durante a primeira quinzena do mês de junho, a comunidade do referido local reúnem-se para realizar as trezenas de Santo Antonio, a qual tem como ápice, o último dia com uma programação especial na qual se estabelecem atividades que misturam sagrado e profano.
Religiosidade e Inquisição portuguesa: as práticas mágico-religiosas das mandigueiras no sertão baiano (1745-1756).
Autora: Lilian Oliveira dos Santos
Orientadora: Profª. Ms. Adriana Albert Dias
O presente trabalho discute e analisa as práticas religiosas no contexto do sertão baiano do século XVIII, em Jacobina, através dos processos inquisitoriais de Luís Pereira de Almeida, Matheus Pereira Machado e José Martins. Eles foram acusados e presos pela Inquisição Portuguesa por cometer feitiçaria, bruxaria, sacrilégio e pacto com o demônio. Estavam portando “bolsas de mandinga”, contendo elementos católicos. Tipicamente setecentista, eram as bolsas de mandinga consideradas no Brasil colônia, como “amuletos de proteção” contra diversos perigos. Desse modo, os processos dos três acusados permitem perceber como essas práticas mágico-religiosas eram vistas e tratadas pela Igreja, como também, evidencia costumes africanos reinventados e reformulados a partir das relações atlânticas. Percebidos na América, África e Europa, eram esses amuletos difundidos por diferentes grupos na sociedade colonial.
Palavras-chave: Sertão baiano, Inquisição portuguesa, Religiosidade, Mandingueiros, Bolsas de mandinga.
O caso de José Martins: feitiçaria e inquisição portuguesa na Bahia colonial. (Jacobina 1745-1756).
Autora: Priscila Natividade de Jesus
Orientadora: Profª. Ms. Adriana Albert Dias
O presente trabalho analisa a atuação da Inquisição Portuguesa na Bahia Colonial no século XVIII (em especial na Vila de Jacobina onde não existia Tribunais do Santo Oficio português), a partir do caso de José Martins - negro livre condenado por crime de feitiçaria pela inquisição portuguesa - buscando entender melhor a ação inquisitorial frente à prática de feitiçaria relacionada às bolsas de mandinga. Analisa-se também o significado e a importância da bolsa de mandinga para seus portadores.
Palavras-Chave: Bolsa de mandinga, Inquisição Portuguesa, José Martins.
AS FESTIVIDADES NA CIDADE DE ITABERABA ENTRE AS DÉCADAS DE 1950 A 1960
Autora: Adriana Araújo Lima de Almeida
Orientadora: Profª Ms Regiane Luzia Lopes
A proposta deste artigo é discutir aspectos relativos às festividades na cidade de Itaberaba, Bahia no período compreendido entre as décadas de 1950 a 1960. A festa organizada pelo poder — Estado e Igreja — e aquela perpetrada pelo povo, o carnaval. O estudo desenvolve ainda o histórico das festas locais a Nossa Senhora do Rosário e a romaria á igreja Senhor Bom Jesus da Lapa, discutindo por que se festejava e como aconteciam as comemorações, além de mostrar como o povo apropriou-se da festa e fez dela uma manifestação popular. Através da pesquisa em arquivos e também da História Oral, o artigo enfoca as festas nos espaços sagrados e profanos as características de cada uma destas facetas, onde emergiram memórias.
Palavras - chave: Carnaval. Festas. Itaberaba. Festividades.
Lourença Correa da Lapa: uma bígama na América Portuguesa setencentista.
Autor: Hélio Cordeiro Silva
Orientador: Prof. Ms. Hamilton Rodrigues dos Santos
O presente trabalho objetiva estudar a bigamia, delito de foro misto, através de um documento da Inquisição de Lisboa encontrado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Portugal, também disponível online. O foco principal é análise do processo de Lourença Correia da Lapa, crioula e escrava, que foi acusada e julgada pelo crime de bigamia. A partir desta análise em conjunto com outras fontes, estuda-se ainda a atuação da Inquisição no Brasil setecentista, especificamente em Pernambuco, lugar de origem da ré. Cabe ainda, refletir sobre o imaginário cultural dos acusados, bem como a mentalidade dos colonos diante dos crimes contra a ordem social, religiosa e o entendimento que a Inquisição Portuguesa tinha acerca da bigamia. A personagem central, Lourença, acusada desse delito por fim foi condenada.
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Os caminhos da Umbanda em Mundo Novo-Ba/1980 a 2011: cotidiano, afirmação e resistência.
Autora: Tatiane Santana Mendes
Orientador: Prof. Ms. Hamilton Rodrigues dos Santos
As manifestações umbandistas na cidade de Mundo Novo representam um espaço de discussão e reflexão ainda pouco conhecido, acreditamos que justamente por este motivo a Umbanda seja constantemente criticada. Neste sentido, aqui se faz um estudo voltado para um melhor entendimento da Umbanda, cujo seus seguidores permitem-se cultuar pretos velhos, orixás e caboclos, e fazem de sua religião um grande espaço de sociabilidades muito pouco conhecido e bastante censurado. Com este trabalho entramos em contato parcialmente com as relações hierárquicas, religiosas e principalmente sociais no meio Umbandista na cidade de Mundo Novo, entendendo este espaço como um grande reduto de manifestações religiosas e também artísticas da cultura afro-brasileira. Para o desenvolvimento deste trabalho, utilizarei fotografias, registros escritos e principalmente fontes orais. Essas fontes foram essenciais para o desenvolvimento dessa pesquisa, visto que, nos remete a adentrar no cotidiano daqueles que vivenciam e praticam a Umbanda em Mundo Novo.
Palavras chave: Umbanda, Mundo Novo, preconceito religioso
A FESTA NA MEMÓRIA E A MEMÓRIA DA FESTA: O Cordão das Miscelâneas (Ruy Barbosa – 1940 a 1990).
Autora: Leonara Xavier Tanajura
Orientadora: Profª. Ms. Lígia Conceição Santana
O presente trabalho busca discutir, a partir do advento da memória, a estrutura e significados do Cordão da Miscelânea, também conhecido como Cordão de Defonso para os moradores da cidade de Ruy Barbosa-Ba. O Cordão da Miscelânea, proveniente de um bairro suburbano foi fundado pelo Sr. Idelfonso e desfilou nas ruas desse município entre os anos de 1943 a 1990. Partindo da análise de relatos memorialísticos de participantes e expectadores do rito festivo procurou-se compreender as motivações que levaram o Sr. Idelfonso a iniciar os desfiles, as linguagens e símbolos carnavalescos e sua consequente utilização na construção de identidades em torno da festa, a posição do Sr. Idelfonso no grupo e as relações de poder travadas em torno da sua liderança. Atentou-se também para a análise dos lugares da festa e as relações entre os espaços públicos e privados identificando a permanência das memórias dos desfiles do Cordão da Miscelânea na memória coletiva do município de Ruy Barbosa.
Palavras- Chave: Festa; Carnaval; Cordão Carnavalesco; Memória.
“PELOS BONS SERVIÇOS QUE ME TEM PRESTADO”: Uma leitura das alforrias em Vila do Orobó (Bahia - 1850-1888).
Autora: Cleia Dias Guerreiro
Orientadora: Profa: Ms. Lígia Conceição Santana
O presente trabalho analisa os processos de alforrias em Vila do Orobó, atual Município de Itaberaba, na segunda metade do século XIX. Buscando acompanhar os trajetos destes cativos e as mudanças ocorridas na prática de alforriar a partir da Lei do Ventre Livre, 1871. Interessa também descobrir como esses escravos conseguiram dialogar com a política de domínio senhorial, especialmente por que não existe nenhum trabalho que tenha abordado o presente tema nesta localidade do sertão da Bahia. E, sendo reduzido o número de pesquisas voltadas à escravidão no sertão da Bahia. Esta pesquisa utilizou documentos inéditos encontrados no acervo judiciário desta Comarca, entre estes, cartas de liberdade, testamentos, inventários, ações de liberdades, procurações, escrituras, além de correspondências localizadas no Arquivo Municipal de Itaberaba.
Palavras-chave: Escravidão. Alforrias. Itaberaba-Bahia. Século XIX.
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